Sobre o Etanol

Etanol

Desde a sua fase mais inicial, o etanol já é um agente de proteção ao meio ambiente. O cultivo em larga escala da cana-de-açúcar, sua matéria-prima, ajuda na redução do gás carbônico do ar, através da fotossíntese. Além disso, os canaviais têm ainda o poder de aumentar a umidade do ar e reter a água das chuvas, melhorando o clima nas regiões de plantio.

Como combustível, o etanol pode ser misturado à gasolina – em quantidades específicas, sem danos aos motores –, ou ser usado livre de aditivos. Em seu estado puro, é um combustível altamente ecológico, pois não afeta a camada de ozônio e é obtido a partir de fonte renovável.

O etanol é composto por dois átomos de carbono, cinco átomos de hidrogênio e uma hidroxila (C2H5OH). Tanto o etanol industrial, como o etanol carburante, derivam do etanol etílico ou etanol.

Atualmente, todos os veículos leves brasileiros rodam com gasolina misturada a etanol anidro. A proporção desta mistura é definida por lei, podendo oscilar entre 20% a 25%, com um ponto percentual para mais ou para menos, sem risco de prejudicar o desempenho dos motores. Os veículos movidos a etanol são equipados com motores de taxa de compressão mais elevada.

Nos automóveis do tipo flex, pode-se rodar com 100% de etanol hidratado ou 100% de gasool (gasolina brasileira aditivada com etanol anidro), ou ainda com qualquer percentual de mistura entre os dois combustíveis. Tal tecnologia tem por base o reconhecimento, através de sensores, do teor de etanol misturado à gasolina. A operação do motor é automaticamente ajustada para as condições mais favoráveis ao uso da mistura escolhida. Esse processo transformou os motores convencionais, que antes rodavam apenas a gasolina, em motores “inteligentes”.

O conceito multicombustível ou “flex fuel” nacional se mostrou melhor em todo o mundo, seja em termos de desempenho ou de ecoonomia de combustível, além de possibilitar o uso de até 100% de etanol hidratado e de aproveitar a infraestrutura montada nos postos de combustível, garantindo o fácil acesso do consumidor ao produto.
 

A história do Etanol

1931 a 1975, 1979, 1980, 1993
Desde o início do século XX, o Brasil já usava o etanol extraído da cana-de-açúcar para fins energéticos. Em 1931, o etanol de cana passou a ser oficialmente misturado à gasolina, até então importada. No entanto, foi apenas em 1975, com o lançamento do Programa Nacional do Álcool (Proálcool), que o governo criou as condições necessárias para que o país surgisse na vanguarda do uso de biocombustíveis.
O Brasil apresentava diversos pré-requisitos para assumir esse pioneirismo: possuía um expressivo setor açucareiro e usinas com alta capacidade ociosa. Paralelamente, as altas no preço do petróleo colocavam em risco o abastecimento interno.

A saída encontrada foi reunir num grupo de trabalho governo, instituições de pesquisa, indústria automobilística, refinarias e usineiros, para debater as características do produto e as metas do Programa.

As primeiras especificações do etanol (dos tipos anidro e hidratado) foram lançadas em 1979 e reformuladas em 1989, depois de pesquisadas as razões do problema de corrosão nos motores.
Em virtude da redução do preço do petróleo, no final dos anos 80, e do aumento da cotação do açúcar no mercado internacional, na década seguinte, ocorreu forte escassez de etanol hidratado nos postos de abastecimento. Isto abalou a confiança do consumidor, refletindo-se numa queda brutal das vendas de carros movidos a álcool no país.
Na década de 90, com o fim dos subsídios a usinas e consumidores, o uso do etanol hidratado como combustível foi reduzido. Porém, contrariando a tendência do mercado, a mistura de etanol anidro à gasolina foi incentivada pelo governo. Em 1993, estabeleceu-se a mistura obrigatória de 22% de etanol anidro em toda a gasolina distribuída para revenda nos postos, gerando uma expansão de mercado para o combustível vegetal, que vigora até hoje.

Ao longo destes trinta anos, o uso do etanol, em substituição ou misturado à gasolina, promoveu uma economia de mais de um bilhão de barris equivalentes de petróleo, o correspondente a 19 meses de produção atuais.

O crescimento da produção dos veículos “flex fuel” foi um dos principais indutores para o crescimento do mercado de etanol no Brasil e garantiu uma nova perspectiva para o setor sucro-alcooleiro.
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